Embrapii-Coppe assina primeiros contratos voltados para o Pré-sal

Plateia

Os primeiros projetos da Unidade Embrapii-Coppe de Engenharia Submarina são destinados à exploração de óleo e gás no pré-sal. Os três contratos iniciais da unidade, no valor de R$ 7 milhões, foram assinados com as empresas Petrogal Brasil S.A., FMC Technologies e TR Subsea, durante o lançamento da unidade, nesta quarta-feira, 17 de junho. Os estudos serão desenvolvidos por laboratórios da Coppe que integram a nova unidade.Segundo o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, as metas da Embrapii e da unidade Embrapii-Coppe têm tudo para serem alcançadas de forma a satisfazer ao desenvolvimento do país. “Isso é muito importante, pois é uma forma de combater uma visão pessimista que existe em relação ao Brasil. Cultiva-se um pessimismo em relação ao país que nós temos que combater”, afirmou.Ao lado do diretor da Coppe participaram da mesa de abertura da cerimônia de lançamento, o vice-diretor da Coppe, Edson Watanabe; o coordenador executivo da Unidade Embrapii-Coppe, Romildo Toledo; o coordenador técnico, Segen Estefen; e o gerente executivo do centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), André Lima Cordeiro, que proferiu a palestra “A inovação na Petrobras”.A cerimônia, realizada no auditório da Coppe, no Centro de Tecnologia 2 da UFRJ, reuniu cerca de 200 pessoas, entre professores, pesquisadores, funcionários técnico-administrativos, alunos e convidados. Prestigiaram o evento, o superintendente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Cesar Pinguelli; a professora Angela Uller, chefe de gabinete do reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição; e a pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ, Debora Foguel, entre outros.

Prof Pinguelli

Segundo Pinguelli, esse evento é extremamente importante para a Coppe. “A ideia da criação da Embrapii foi um objetivo nosso de muitos anos. A sua efetivação nos dá oportunidade de realizar pesquisa e desenvolvimento, inovação e aplicação do conhecimento da universidade no sistema produtivo, dentro da nossa atribuição na área de tecnologia submarina para produção de petróleo”, afirmou.Nova unidade vai estimular cooperação universidade-empresaO coordenador técnico da Embrapii-Coppe, Segen Estefen, apresentou as linhas de atuação da unidade, que envolvem itens como análise, projeto e qualificação de dutos submarinos, risers rígidos e flexíveis e cabos umbilicais de média e alta tensão; garantia de escoamento; e análise de integridade estrutural e gerenciamento de risco – monitoramento, inspeção e reparo.

Prof. Segen

Segen Estefen destacou a importância da implantação das unidades da Embrapii como forma de estimular a transferência de conhecimento da universidade para a indústria. “A parceria com as empresas é algo que a Coppe faz por vocação, há muitos anos, e que agora poderá ser ampliado com os recursos do governo federal por intermédio da Embrapii”, afirmou.A importância da cooperação entre universidade e empresas também foi destacado pelo gerente executivo do Cenpes/Petrobras, André Lima Cordeiro, durante palestra, na qual tratou de temas como inovação tecnológica e os avanços e desafios da engenharia submarina. “Muitas vezes a inovação se coloca através do aparecimento de problemas”, afirmou André Cordeiro, ao fazer uma retrospectiva da exploração de petróleo no mar pela Petrobras.

 

Andre Cordeiro Cenpes

Em sua apresentação, o gerente executivo do Cenpes destacou os desafios que a pesquisa em tecnologia submarina – foco da nova unidade – terá de enfrentar no futuro. Entre eles gerar energia elétrica de alta potência no fundo do mar, prolongar a vida útil dos sistemas submarinos, estender os limites de aplicação das tecnologias; criar novas tecnologias de inspeção e monitoramento, entre outros.André Cordeiro também ressaltou os êxitos e conquistas da longa parceria entre a Coppe e a Petrobras no desenvolvimento de tecnologias inovadoras, que levaram a estatal brasileira ao protagonismo mundial em prospecção de petróleo em águas profundas.Citou como exemplos a validação do projeto experimental de boias de sustentação de risers, em parceria com o Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano), no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos; o desenvolvimento de risers flexíveis (Steel Lazy Wave Risers), em conjunto com o Laboratório de Análise e Confiabilidade de Estruturas Offshores (Laceo), e de risers para profundidades em lâmina d´água de 2.200m, em parceria com o Laboratório de Ensaios Não-Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC).Soluções tecnológicas para superar desafios do setorOs três primeiros contratos assinados pela Embrapii-Coppe, que somam um total de R$ 7 milhões, incluem os recursos que serão investidos por cada uma das três empresas, os recursos repassados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, bem como a contrapartida da Coppe. A Embrapii conta com R$ 90 milhões para investir na Unidade Embrapii-Coppe ao longo de seis anos.

Petrogal

Para a Petrogal Brasil S.A., a Unidade Embrapii-Coppe desenvolverá pesquisa relacionada a sistema submarino de produção para campos típicos do pré-sal. O projeto, que terá duração de 3 anos e um custo de R$ 4,1 milhões, vai avaliar a viabilidade de levar para o fundo do mar uma série de equipamentos que hoje operam nas plataformas. Serão verificados fatores como capacidade de escoamento, logística, risco e viabilidade econômica. O projeto será realizado pelo Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS), um dos laboratórios da Coppe que integram a unidade.

FMC

O pré-sal também será o destino do trabalho que a Unidade Embrapii-Coppe vai desenvolver para a FMC Technologies. O projeto engloba a realização de ensaios com juntas dissimilares, que são aquelas feitas com materiais diferentes. O projeto, cuja duração é de 12 meses, terá custo de R$ 1,3 milhão e será realizado pelo Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC).

TR Subsea

Para a TR Subsea, empresa criada em 2014 e instalada desde março deste ano na incubadora de empresas da Coppe/UFRJ, a nova unidade vai desenvolver um simulador para treinamento e operação de robôs submarinos. O trabalho terá duração de um ano e ficará a cargo do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce). O custo do projeto é de R$ 1,6 milhão.Sobre a UnidadeA Unidade Embrapii-Coppe é resultado de uma parceria entre a Coppe e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), do governo federal, e tem como missão desenvolver projetos de engenharia submarina voltados para a exploração de óleo e gás.A nova unidade é uma das 13 unidades implantadas em parceria com a Embrapii, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ao Ministério da Educação (MEC). O objetivo é aproximar indústria, centros de pesquisa e universidades, estimulando a inovação e a transferência de tecnologia, com o desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços. A unidade reúne, atualmente, 22 laboratórios com larga experiência na realização de ensaios e projetos de pesquisa na área de subsea.

Fonte: Planeta COPPE

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