Ernesto Geisel: comando do país e da Petrobras

Ernesto_Geisel150.jpgDando continuidade à série de posts sobre a história brasileira do petróleo, vamos falar agora sobre um personagem importante não só para o país, mas também para o crescimento da Petrobras: o general Ernesto Geisel, o 23º presidente da República, que exerceu a função de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979. Além disso, ele foi o único presidente da República a ser também presidente da Petrobras.

Geisel é lembrado por seu comprometimento e responsabilidade para com as suas atribuições, mas também por sua personalidade autoritária e  a consequente pouca simpatia que despertava na população. Nascido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, começou a se envolver com a política desde 1931, quando foi nomeado secretário de Estado no Rio Grande do Norte. Ainda na década de 30, foi secretário da Fazenda e de Obras Públicas na Paraíba. Nos anos 50, foi subchefe do Gabinete Militar do então presidente Café Filho e posteriormente superintendente geral da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, além de representante do Ministério da Guerra no Conselho Nacional de Petróleo.

Com toda essa experiência na área, ele assumiu a presidência da Petrobras, em 1969, após exercer o cargo de chefe de gabinete do Gabinete Militar do presidente Castelo Branco e de se aposentar como ministro do Supremo Tribunal Militar, e ficou até 1973. Sob seu comando, a Petrobras foi além da prospecção, da produção e do refino, transformando a insuficiência em superávit. Geisel doou todo o seu conhecimento e atenção para a empresa, que adquiriu uma nova feição com seus investimentos.

Visita de Geisel às instalações da Petrobras em Sergipe/José Francisco Barreto Sobral

Visita de Geisel às instalações da Petrobras em Sergipe/José Francisco Barreto Sobral

Foi com Geisel que a Petrobras ampliou suas atividades, com a descoberta de novos campos, além da construção de novas refinarias – entre elas, a de Paulínia, que ainda é a maior do país – e do desenvolvimento da petroquímica, fazendo com o que a marca fosse reconhecida pelo mundo, através da subsidiária Braspetro, responsável por perfurar os poços em países ricos em óleo. Para Geisel, o “monopólio legal atribuído à Petrobras” garantia ao país o abastecimento de petróleo. No entanto, o general não concordava com a possibilidade de estendê-lo à distribuição de derivados e à petroquímica. O governo Geisel também deixaria outro legado para a Petrobras: o advogado e político brasileiro Shigeaki Ueki, que foi o ministro de Minas e Energia do Brasil durante o seu governo.  Ueki, por sua vez, exerceu a função máxima de comando da empresa por um período significativo, de 1979 a 1984.

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